Bahia: Tem o pior desempenho do país na produção industrial

A Bahia foi o estado que teve a maior queda na produção industrial entre maio e junho de 2017. Nesse período, a produção no estado teve queda de 10%. Mas os números negativos não param por aí. Em relação ao que foi produzido em junho do ano passado, o cenário também foi de queda, dessa vez de 10,9%.

Atividades impactadas
De acordo com o IBGE, o resultado baiano foi influenciado, principalmente, pelo desempenho das atividades de refino de petróleo e biocombustíveis, petroquímica e a metalurgia, fortemente influenciada pela queda na produção de cobre.

No primeiro semestre deste ano, o setor registrou queda de 7,4% em relação ao mesmo período de 2016.  O resultado acumulado nos últimos 12 meses recuou 8,7% frente ao mesmo período de 2016.

Entre as principais atividades desenvolvidas no setor industrial baiano, apenas três registraram crescimento: produção de alimentos (5,7%), fabricação de minerais não metálicos (5,1%) e a indústria extrativa (2,2%). Por outro lado, a lista das que tiveram redução de produção é extensa. A produção de equipamentos para informática apresentou retração de quase 58,7% em junho, a metalurgia caiu 38,6%, enquanto o refino de petróleo teve retração de 15,3%.

“Isso reflete a conjuntura adversa, paradas (de manutenção) que foram realizadas nas principais plantas e a concorrência dos importados. O cenário é ruim e a indústria baiana depende muito do comportamento da economia brasileira, porque boa parte é voltada para o mercado interno”, analisa o superintendente de desenvolvimento industrial da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Marcus Verhine.

De acordo com informações do correio 24 horas, nos últimos 12 meses, muitas empresas tiveram que antecipar paradas para fazer manutenção das fábricas. O processo pode durar entre 20 e 30 dias. “É normal ter uma parada no ano, ou uma vez a cada dois anos, mas o cenário não está sendo favorável. A gente não pode ignorar o cenário”, diz.

Baixa demanda
Quando o quesito é o cenário econômico, a Bahia acaba se saindo um pouco pior do que a média nacional, pois depende bastante da demanda de outras indústrias. As maiores indústrias do estado são fabricantes de matérias-primas para outras.  Nacionalmente, somente três setores tiveram alta nos últimos 12  meses: alimentos, que cresceram 2,6%, veículos e automotores, com aumento de 3,1%, e calçados, com 2,8. O problema é que eles só respondem por 10,3%, 3,1% e 2,8% da matriz baiana, respectivamente.

Marcus Verhine acredita que a indústria tem que inovar. “Tem que tentar se tornar cada vez mais competitiva, mas de fato ela depende muito do cenário econômico, estabilidade política e retomada do crescimento do país, porque muitos clientes estão no Sudeste e outras regiões do país. Sem isso, dificilmente a indústria baiana vai se recuperar”, considera.

O superintendente geral da Cofic, Mauro Pereira, também destaca a conjuntura econômica brasileira. “Quanto mais você estiver distante dos grandes centros consumidores, como é o caso do Nordeste, você tem um custo de logística que sempre afeta a competitividade da indústria”, explica.  Na avaliação dele, em momentos de crise, com a distância física, acaba se tornando muito difícil ser competitivo.

Quando compara a situação com outros estados, Pereira explica que a Bahia sempre se sobressaiu, em relação a outros do Norte e do Nordeste. “Quando você está numa base lá embaixo, numa curva qualquer, qualquer pequeno ganho que tem, você consegue mostrar custos positivos. Se você já está num patamar razoável, numa conjuntura como essa e com os custos que o Nordeste e o Norte têm, fica difícil manter a posição” analisa Pereira.

Indústria cresceu em 8 das 15 regiões
O setor industrial brasileiro registrou expansão em oito dos 15 locais que integram a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, na comparação entre junho de 2017 e o mesmo período do ano passado.  O Espírito Santo (10,0%) teve o crescimento mais intenso, puxado pelos avanços registrados pelas indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados) e produtos alimentícios (bombons e chocolates em barras, açúcar cristal, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas e massas alimentícias secas).

Os demais resultados positivos foram no Ceará (4,3%), São Paulo (3,0%), Minas Gerais (2,9%), Rio Grande do Sul (2,1%), Paraná (0,5%), Goiás (0,4%) e Amazonas (0,1%). No total nacional, a indústria cresceu 0,5% nesse tipo de comparação.

Além das perdas registradas na Bahia, houve recuos na produção da Região Nordeste (-5,1%), Pernambuco (-2,9%), Pará (-2,1%), Santa Catarina (-0,9%) e Rio de Janeiro (-0,1%). O IBGE ressalta, porém, que o mês de junho de 2017 teve 21 dias úteis, o equivalente a um dia útil a menos do que igual mês de 2016. Mato Grosso (0,0%) repetiu o patamar registrado em junho de 2016.

O economista Luiz Mário Vieira, analista técnico e coordenador de Acompanhamento Conjuntural da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), acredita que os estados que se destacaram positivamente se beneficiaram por altas de commodities. No geral, acredita, a situação, “apesar de uma leve melhora”, ainda é ruim. “Se formos analisar, mês a mês, o desempenho do país vinha melhorando. O problema é que com a crise política, o setor produtivo se retraiu”, conclui.

Fonte: Correio 24 horas.

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